Autor Arquivo: Rádio Excelsior AM 840

Começa o novenário em louvor a Santa Clara

O novenário em homenagem a Santa Clara começa hoje (dia 2), às 19 horas, e se estende até o próximo dia 10 na Paróquia de Santa Clara, no bairro de Águas Claras. No dia 11, os festejos à padroeira começam com alvorada, às 6 horas, seguida de missas às 7 e 10 horas, de Procissão às 16 horas e de Missa festiva. A equipe do Entre Amigos conversou hoje com o pároco Rutinaldo dos Santos Gonzaga, que enfatizou a importância do trabalho desenvolvido para superar as dificuldades em um bairro sem infraestrutura, não apenas na reforma da pároquia, mas, sobretudo, fortalecendo as comunidades para que elas participem, reflitam sobre diversos temas e cresçam com a comunhão da Igreja. “O novenário é um momento de comunhão de vida e oração, nossa fé Católica convida cada pessoa a fazer a experiência com Cristo no dia a dia”, disse.

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Semana da Transfiguração do Senhor na Catedral Basílica de Salvador

reisNa tarde de hoje (1), a equipe do “Entre Amigos – O que Acontece em Sua Comunidade” marcou presença na Catedral Basílica de Salvador, templo construído pelos jesuítas no Brasil. É a igreja mãe de todas as igrejas na circunscrição Eclesiástica de São Salvador. Nela também se encontra a sede da Paróquia da Transfiguração do Senhor.

O tema abordado no programa foi a Festa da Transfiguração do Senhor, na qual o Padre Lázaro Muniz explicou o que seria essa “transfiguração”.  O Cônego aproveitou ainda a oportunidade para renovar o convite aos políticos e comerciantes católicos para compartilhar a fé em Deus na igreja.  Com muita alegria, a igreja tem acolhido não somente os baianos, como também os turistas de toda parte do Brasil e do mundo.

O espaço é aberto todos os dias (9h às 17h) para receber a graça e a bênção de Deus e conta com uma belíssima estrutura de mais de 300 anos, com acervos culturais e artísticos. Os turistas saem encantados, segundo o padre.

Grupos de estrangeiros constantemente frequentam a catedral para celebrarem e rezarem.  A rotina diária é agitada: a igreja realiza casamentos, formaturas e batizados com preços em conta a todos os fiéis católicos, em um dos monumentos barrocos mais importantes do Centro Histórico de Salvador.

subindo as escadas do avião

O Papa Francisco partiu com destino ao Rio de Janeiro às 8h45 (horário italiano) a bordo de um Airbus A330 da Alitália, vôo AZ4000. Cento e cinco pessoas acompanham o Papa Francisco no vôo, incluindo a delegação da Santa Sé e jornalistas.

A delegação papal é formada por três Cardeais, um Bispo, seis Sacerdotes e 18 leigos, tendo a frente o Cardeal Secretário de Estado Francisco Bertone. Os outros Cardeais que acompanham Francisco são: o Prefeito da Pontifícia Comissão para a América Latina, Cardeal Marc Ouellet e o brasileiro João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica. O único Bispo presente é Dom Giovanni Angelo Becciu, Substituto da Secretaria de Estado.

Entre os sacerdotes está o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, Guido Marini, o Secretário Particular do Papa, Alfred Xuereb, o Oficial da Secretaria de Estado, Pe. Bruno Lins e o Cerimoniário Pontifício, Pe. Konrad Krajewski.

A relação com os jornalistas durante o vôo estará a cargo do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Também estarão presentes no vôo o Diretor do L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, o Diretor do Centro Televisivo Vaticano, Padre Dario Edoardo Viganò, o médico do Papa, Dr. Patrizio Polisca e o Diretor dos Serviços de Saúde da Cidade Estado do Vaticano, Sandro Mariotti.

Acompanham ainda um fotógrafo do L’Osservatore Romano, dois técnicos da Rádio Vaticano, dois operadores do Centro Televisivo Vaticano e um funcionário da Sala de Imprensa da Santa Sé.

São 68 os jornalistas credenciados que viajam no mesmo vôo do Papa Francisco. Destes, 20 são italianos e 4 da mídia vaticana. Os outros jornalistas representam os mais importantes meios de comunicação mundiais. Também estarão presentes quatro repórteres fotográficos da AFP-ANSA-AP-REUTERS, CNS, Michalineum e Catholic Press Photo.

Para as redes de televisão são 26 os jornalistas, dos quais 16 correspondentes, nove cameraman e um produtor. Do Brasil: Anna Ferreira, da Rede Vida de Televisão, Marcio Campos Dias, da RTV Bandeirantes, Ilse Scamparini da Rede Globo e Patricia Zorzan pela Rede TV. Além disto, jornalistas da ABC News, CBS News, CNN, KTO, NGC News, Rai Tg1, Rai Tg2, Rome Reports,Telepace, Televisa, TV2000 e ZDF.

Os cameramen são da AP-Reuters Pool TV, Eu Pool Tv, KTO, Rome Reports, Telepace, Televisa, TV 2000 AP, Maurizio Della Costanza pela Rede Globo TV e Andre Alves Zorato, pela RTV Bandeirantes.

Os redatores de jornais, agências, periódicos, rádio e sites são 28, da ABC, Avvenire, Clarin, Corriere Della Sera, El Pais, El Mundo, Folha de São Paulo, Il Messaggero, La Stampa, La Repubblica, La Croix, La Razón, La Nación, Le Monde, Le Figaro, O Estado de São Paulo, O Globo e The Wall Street Journal.

11 são os enviados, pelas Agências de notícias AFP, AGI, ANSA, AP, CIC, CNS, EFE, I. MEDIA, ITAR-TASS, News Agency e Reuters.

Fonte e foto: Radio Vaticano

Papa Francisco: Do trabalho à dignidade para os jovens

papa-francisco31Ir  ter com os jovens, não isolados da sua vida, mas no tecido social no qual estão inseridos, porque quando se procura isolá-los comete-se uma injustiça. Para esta finalidade Francisco vai ao encontro de centenas de milhares de jovens e moças de todo o mundo que o  esperam nestas horas no Rio de Janeiro para a vigésima oitava Jornada mundial da juventude. Ele mesmo o disse, durante o habitual encontro com os jornalistas que no avião o seguem nesta sua primeira viagem fora das fronteiras italianas. Habitual mesmo se as modalidades queridas pelo Papa Francisco desta vez se afastaram dos precedentes: não há conferência de imprensa, nem entrevistas, mas um encontro pessoal com cada um.

O Papa Francisco  apresentou-se sorridente no sector do avião reservado aos jornalistas, duas horas depois da partida na manhã de segunda-feira 22 de Julho, por volta das 9h00, do aeroporto de Fiumicino. Poucas palavras de apresentação  do padre Lombardi e depois o Pontífice surpreendeu mais uma vez os seus interlocutores. Falou do seu encontro com os jovens – «Chegarei ao Brasil daqui a algumas horas e o meu coração já está cheio de alegria porque em breve estarei convosco para celebrar a 28ª JMJ» escrevera pouco antes num Tweeet – mas quis imediatamente esclarecer que prestará honra também aos idosos, os senhores da sabedoria, que muitas vezes são postos de lado, como se não tivessem mais nada para dar. Portanto, o bispo de Roma estará com  os jovens, «que têm a força», e com os idosos, «que têm a sabedoria»: sabedoria da vida, da história, da pátria e da família.

Todos estes são elementos muitos importantes sobretudo à luz da dramática crise social que neste período se está a alastrar em todo o mundo, inclusive no Brasil, com o risco de favorecer o surgimento de uma geração de «sem trabalho». «A crise mundial não faz coisas boas com os jovens» denunciou o Pontífice referindo que leu as recentes estatísticas com as percentagens dos desempregados, das quais se intui que não será fácil para os desempregados de hoje encontrar amanhã um emprego. Do trabalho, reafirmou o Papa, vem a dignidade da pessoa, a possibilidade de «ganhar o pão». Terreno propício para reafirmar a sua advertência contra a «cultura do descarte» que, observou o Santo Padre, tem em mira há tempos os idosos mas que começou a atingir também os jovens. Por conseguinte é urgente «eliminar» esta «cultura do descarte» e passar à da «inclusão» que permite «inserir todos na sociedade».

Mais de setenta os representantes da mídia presentes no voo, entre jornalistas, cameramen e fotógrafos. Em nome de todos o Papa foi saudado pela correspondente de Televisa, a mexicana Valentina Alzaraki, veterana das viagens pontifícias. Entre o sério e a brincadeira, a jornalista quis certificar o Papa do espírito com o qual o acompanham: não se deve sentir como se estivesse numa jaula de leões. Os agentes da mídia não são feras, mas companheiros de viagem. Depois, em nome de todos os colegas, ofereceu-lhe uma imagem da Virgem de Guadalupe. Antes de voltar ao lugar a ele destinado, o Papa deteve-se com cada um dos presentes, porque, disse com tom divertido, «temos dez horas à frente».

Concluídos os encontros com os jornalistas retomou o microfone e depois de ter pedido o apoio para o bom êxito também mediático desta viagem – sobretudo para o bem dos jovens, dos idosos e da sociedade, especificou – quis simpaticamente responder à piada da Valentina em relação aos «leões», confessando que se sentia um pouco triste como o profeta Daniel, porque afinal os leões não se mostraram muito ferozes.

Por fim, digno de nota a homenagem da tripulação da Alitalia, que lhe ofereceu uma estátua de Nossa Senhora de Bonaria, trazida de propósito da Sardegna.

As informações do L’Osservatore Romano, em 22 de julho de 2013.

Franceses descobrem a Bahia no Salesiano Dom Bosco

DSC06724Na tarde de hoje (19), a equipe do “Entre Amigos – O que Acontece em Sua Comunidade” marcou presença no Colégio Salesiano Dom Bosco, Paralela, onde se encontrava o grupo de franceses que está participando da Semana Missionária que antecede a Jornada Mundial da Juventude.

Ao todo são 36 franceses, todos entusiasmados com o clima baiano e a cultura da cidade. Os jovens foram recebidos por famílias soteropolitanas, com a alegria típica do povo baiano e em ritmo de festa. Conta o Padre José Franklin, da Paróquia do Divino Espírito Santo, Vale dos Lagos, que os franceses receberam um tratamento especial, digno de celebridades, desde o momento que desembarcaram no aeroporto, até agora. O Colégio Dom Bosco, que encontra-se no território paroquial do Vale dos Lagos, vem tendo uma preocupação muito grande com a juventude, conforme afirma o Padre Raimundo Nonato, diretor da instituição, “devemos estar sempre presentes e prestigiando a juventude aonde quer que ela esteja, com o compromisso de salvá-la e criar uma conscientização de fé e esperança para o mundo e para o reino de Deus.” Ele também acredita que os estrangeiros, participantes da JMJ, retornarão para suas casas com muito fervor e mais esperançosos.

Para estes jovens, a expectativa é de descobrir o outro, por meio da fé, da cultura e da visão de mundo que cada um compartilha.

O episcopado latino-americano no Rio para a JMJ

O Celam sempre promoveu e participou nas jornadas. No ano passado o Conselho de presidência decidiu fazer no Brasil essa reunião geral de coordenação, que normalmente se realiza em Bogotá, para  facilitar  a participação na Jornada mundial da juventude aos cinquenta bispos latino-americanos convocados para a supracitada reunião. A relação que existe entre o Conselho episcopal latino-americano e a Santa Sé foi fundamental para o serviço que o Conselho deve prestar às vinte e duas Conferências episcopais da América Latina e do Caribe. Não se trata só de uma relação estratégica, mas também e sobretudo de uma relação de comunhão eclesial indispensável, porque a finalidade para a qual o Conselho foi criado é promover e favorecer a colegialidade entre os bispos e a comunhão entre as conferências episcopais. Esta tarefa é claramente um serviço ao ministério petrino, motivo pelo qual entre o Celam e a Santa Sé deve haver a máxima comunicação e o melhor entendimento.

Também o Celam receberá um dom de Deus no Rio de Janeiro. De facto, o Papa Francisco deseja encontrar-se com os cinquenta bispos responsáveis do caminho do Conselho episcopal para este quadriénio 2011-2015. O encontro está estabelecido para a tarde de domingo 28 de Julho.

Será a primeira vez que um Papa participará na reunião geral de coordenação, que se celebra todos os anos para examinar as actividades desempenhadas e esclarecer os programas a realizar, em conformidade com os pedidos feitos pelas conferências episcopais da Assembleia ordinária do Celam e com as que foram expressas no Plano global.

Aguardamos com grande interesse a mensagem que o Santo Padre  Francisco nos oferecerá para intensificar os nossos esforços e comprometer os bispos do continente na renovação pastoral da Igreja, seguindo as orientações do documento de Aparecida.

As informações do L’Osservatore Romano, Por Carlos Retes, em 18 de julho de 2013.

Cresce o entusiasmo no país para um encontro muito esperado: O Papa Francisco, os jovens e o Brasil

foto jornada O Brasil vive na expectativa da visita do Pontífice, que chama a atenção sobretudo por ser o primeiro Papa latino-americano e também por ter adoptado o simbólico nome de Francisco, tão querido aos crentes e aos não-crentes. O sorriso e a simplicidade do Papa, a sua proximidade aos pobres e o recordar-se constantemente deles nos seus gestos e palavras fazem dele um Pastor disposto a prodigalizar-se em zelo e amor pelas suas ovelhas. As suas palavras, simples e directas, que saem de um coração imbuído de profundo fervor pastoral, alcançam no mais profundo as pessoas, que imediatamente com elas se identificam, porque dizem respeito à sua vida diária.

A delicadeza com a qual o Papa as pronuncia, sem as privar da sua clareza, profundidade e força, confere renovado vigor à Igreja e faz ressurgir o entusiasmo da fé. No Rio de Janeiro, juntamente com os jovens de todo o mundo, teremos a oportunidade de nos aproximar-mos ainda mais de Francisco para nos saciarmos com a espiritualidade que emana dos seus gestos e palavras.

A visita do Papa certamente conferirá renovado fervor à evangelização dos jovens, que mereceram a atenção especial da Igreja no Brasil nos últimos anos. Mesmo havendo muitos jovens activos nas nossas comunidades, preocupa-nos o número dos que se estão a afastar delas. Não porque deixaram de acreditar em Deus. A fé continua a estar viva em seus corações, mas deixaram de sentir a necessidade da mediação da Igreja para a viver e testemunhar. As recentes manifestações que se verificaram no nosso país são um sinal do facto que, face à situação de sofrimento na qual se encontram muitos brasileiros, os jovens não se deixaram contaminar pela cultura do bem-estar que leva à indiferença em relação ao próximo, como o Papa recordou recentemente em Lampedusa.

As informações do L’Osservatore Romano, Por Raymundo Assis, em 19 de Julho de 2013.

Grupo de italianos chega a Salvador para a Semana Missionária.

DSC03365Na tarde de ontem (18), a equipe do “Entre Amigos – O que Acontece em Sua Comunidade” visitou a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, no bairro de Maçaranduba. A paróquia recebeu um grupo de jovens italianos, de passagem por Salvador, para participarem da Semana Missionária (16 a 20/07). A missa de acolhida foi realizada na igreja dos Alagados, com Dom Giovanni.

Entusiasmados com o clima hospitaleiro do povo baiano, os italianos se sentiram bem à vontade, considerando a cidade como uma extensão de suas próprias casas. O grupo teve a oportunidade de conhecer algumas das nossas manifestações culturais, como a quadrilha, o samba de roda e a capoeira. Para eles, é importante abrir o olhar e o coração a uma realidade nova, exaltando a beleza do povo baiano, como um povo alegre, acolhedor e com um belo sorriso estampado no rosto.

Aguardando a vinda do papa, estão também em expectativa com o que Deus vai colocar em suas vidas durante estes dias. Pretendem compartilhar com os outros jovens, no Rio, a linda experiência que estão presenciando na comunidade. E ao regressar para as suas casas, na Itália, levarão a certeza de que ser cristão não é uma coisa triste, mas a melhor e mais bela coisa que pode acontecer.

O MANTO DO CONCÍLIO

«Mas onde está a outra metade do género humano aqui?», perguntava o cardeal Suenens no dia 22 de Outubro de 1963, um ano e onze dias depois da abertura do Vaticano II. Efectivamente depois as mulheres chegariam ao concílio como auditoras, contudo é a esta pergunta do purpurado belga na maior abertura que procurámos responder  com este número do nosso suplemento quase  inteiramente dedicado àquela presença de há cinquenta anos pouco lembrada.  E às consequências que o concílio provocou na história da relação entre mulheres e Igreja. Numa palavra, «aprofundar» (termo com o qual em 1965 Jean Guitton indicou a acção desejada por Paulo VI). Fizemo-lo procurando ver as coisas de modo mais complexo de quanto não se tenda a fazer ao comentar números, organizações, ausências e cotas. E procurando ser equilibradas: a marginalização das mulheres na Igreja é verdadeira, mas o caminho para a superar não pode ser o conflito. Para introduzir o tema, confiamo-nos a algumas páginas de diário da jornalista católica americana Dorothy Day, que recordam em particular o Papa quando inaugurou o concílio. Para encerrar o tema demos a palavra directamente a Paulo VI que foi tão corajoso a ponto de desejar (diversamente de grande parte da hierarquia e dos Padres conciliares) que naqueles dias históricos participássemos também nós. De resto, em Outubro de 1967, Dorothy Day realizou a sua terceira viagem a Roma, como convidada de honra ao encontro internacional dos leigos. E naquela ocasião recebeu a comunhão das mãos do Papa Montini. É um círculo que se fecha: o sacramento recebido de Paulo VI delineia o caminho  também agora para nós. Isabella Ducrot vê o manto dourado de Maria que protege os Padres conciliares. Acolhe-os na alegria e na preciosidade do ouro e do amarelo que é calor, colheita e luz. Por desejo expresso de João XXIII, o concílio foi inaugurado no dia dedicado à Divina maternidade de Maria (proclamado em Éfeso). A protecção que o Papa quis para a realização dos trabalhos não era só mariana: era também a celebração da Encarnação, da «união indissolúvel de Deus e do homem em Cristo» sobre a qual falou  Bento XVI. Todos nos devemos colocar sob este manto.

As informações do L’Osservatore Romano, Outubro de 2012.

HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE APRENDEU A REZAR

«Como é singular a minha história – escrevia no seu diário Etty Hillesum – a história de uma jovem que aprendeu a rezar». Mesmo com todas as diferenças, estas palavras da judia holandesa de vinte e nove anos assassinada em Auschwitz constituem um resumo perfeito inclusive para a história de Hildegarda, protagonista do novo romance de Mariapia Veladiano, Il tempo è un dio breve (Torino, Einaudi, 232 páginas, 17 euros).

O enredo é simples. Abandonada pelo marido com um filho ainda pequeno, Hildegarda sente-se desesperada. No Natal, procurando um abrigo distante juntamente com o seu minino Tommaso, chega até às montanhas maravilhosas do Alto Adige, onde faz um encontro que mudará a sua vida.

Absorvida por esta estrutura, a autora demonstra ser uma escritora completa. Superar a prova do segundo romance quando o primeiro (La vita accanto) foi um grande sucesso de público e de crítica, não é um empreendimento fácil. Existe o risco da pressa, da repetição, da incompletude, ou da desnaturação. Veladiano, ao contrário, evita brilhantemente todos os perigos, oferecendo-nos um novo, maravilhoso romance.

O que se repete, em relação ao precedente, é o sentido profundo da história, que corresponde também ao sentido profundo da vida: a dor existe, mas a capacidade de ser vivos é adquirida caminhando com os outros.

O romance inicia com um panorama terrível. As areias movediças induzidas pelo mal-estar sombrio, total. Contudo, compreender que as coisas podem mudar é possível. Hildegarda narra ao leitor a sua história, questionando-se (ela que estudou teologia) ininterruptamente. Aliás, interrogando-O continuamente. A pergunta mais atormentadora que esta jovem dirige a Deus é a questão mais terrível que a vida nos apresenta: o sofrimento das crianças. Hildegarda fica irritada, desespera-se, procura a fé, agradece, sorri, pergunta a si mesma se acredita – e pergunta-lhe se Ele acredita. Dialogando com Deus, persegue-o, ama-o, corre atrás dele, censura-o, entrega-se. É fluir de perguntas, asserções, súplicas. É um confiar-se. É uma grandíssima demonstração de amor.

Além da estrutura geral do romance, Valediano demonstra uma atenção pelos contornos, os pormenores. Um cuidado que é também uma demonstração de profundo respeito pelo leitor. Revelam-nos a mestria com a qual cada personagem é descrita e a escolha de cada palavra.

O conto de Hildegarda é completo. É um olhar dentro da dor, mas é um fitar (ao mesmo tempo e juntamente) a vida nos olhos. Ao fluir de interrogações, uma só resposta. Confiar-se.

« “Que o seu júbilo seja pleno, Senhor”. Era isto que eu pedia». Foi o que aprendeu Hildegarda.
As informações do L’Osservatore Romano/outubro de 2012

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